Blog · 28 de julho de 2026 · Leitura: 3 min
Ar condicionado não arrefece: 5 causas — e quase nunca é o gás
Resposta curta: quando um ar condicionado liga mas não arrefece, a causa mais provável está nos filtros e na serpentina saturados de pó — não no gás. O circuito de refrigeração é fechado: o gás não se consome com o uso, e só falta se tiver escapado por uma fuga.
Antes de chamar alguém, há duas verificações que pode fazer sozinho e que resolvem uma boa parte dos casos. As restantes exigem medição — e é aí que se separa um diagnóstico de um palpite.
O que pode verificar já, sem ferramentas
1. Os filtros da unidade interior. Abra a tampa frontal e olhe: se os filtros têm uma manta de pó, o ar não passa e o aparelho não tem como arrefecer a divisão. Lave-os com água morna, deixe secar e volte a colocar. É a causa número um e a mais barata de todas.
2. O comando. Confirme que está em modo de arrefecimento (o floco de neve, não o sol nem a gota), com a temperatura pedida abaixo da temperatura da sala e a ventilação em automático. Parece básico, mas um modo trocado no comando é motivo de deslocação mais vezes do que se imagina.
3. A unidade exterior. Veja se está obstruída — roupa estendida encostada, trepadeiras, caixas. Se não consegue libertar calor para a rua, não consegue tirar calor de dentro de casa.
As causas que exigem um técnico
Serpentina interior saturada: quando o pó passa dos filtros e se cola à serpentina, a limpeza doméstica já não chega — é preciso abrir a unidade e fazer uma higienização profunda, que também elimina o cheiro a mofo típico destes casos.
Ventilador ou sonda avariados: uma sonda de temperatura com leitura errada manda a placa desligar o compressor quando não devia. O aparelho parece funcionar — sopra ar — mas nunca chega ao frio.
Falta de gás, a verdadeira: acontece, mas é minoria. E quando acontece há sempre uma fuga por trás. Carregar sem a reparar é pagar duas vezes: a carga volta a baixar em poucos meses, e libertar gás fluorado para a atmosfera é proibido por lei.
Como se faz o diagnóstico a sério
Com medição, não com adivinhas: pressões do circuito, temperaturas de entrada e saída do ar, consumo elétrico do compressor. Estes três números, lidos em conjunto, dizem exatamente onde está o problema — e evitam trocar peças por tentativa.
Se o aparelho tem mais de dez anos e a reparação envolve compressor ou placa, vale a pena pôr na balança uma instalação nova: os equipamentos atuais gastam bastante menos para o mesmo frio, e a conta faz-se em poucos anos de uso.
Como evitar que volte a acontecer
Lave os filtros a cada dois ou três meses de uso e marque uma revisão anual antes do verão — quando toda a Lisboa se lembra do ar condicionado ao mesmo tempo, a agenda dos técnicos esgota e o calor não espera.
Um aparelho revisto gasta menos, arrefece melhor e dura mais. A diferença sente-se na fatura da eletricidade logo no primeiro mês de calor.
Se já verificou os filtros e continua sem frio, é altura de medir a sério. Diagnóstico no local, assistência a todas as marcas.
Manutenção e Reparação de Ar Condicionado em LisboaPerguntas frequentes
O ar condicionado deita ar mas não é frio. É grave?
Depende da causa. Filtros sujos resolvem-se numa limpeza; uma sonda avariada é uma peça barata; falta de gás implica localizar e reparar a fuga primeiro. Nenhum destes casos melhora sozinho — e todos gastam eletricidade a mais enquanto durarem.
Posso carregar gás sem reparar a fuga?
Não deve, e um técnico certificado não o fará: além de a carga voltar a baixar, a libertação de gases fluorados é proibida. A intervenção correta é localizar a fuga, reparar, fazer vácuo e só então carregar.
Quanto tempo demora o diagnóstico?
Na maioria dos casos, menos de uma hora no local: medir pressões e temperaturas é rápido quando se sabe o que se procura. Se a peça necessária for comum, a reparação faz-se na mesma visita.
Equipa Técnica MHM Work
Guias escritos por quem faz as obras: técnicos certificados de climatização (TIM III), eletricidade, canalização e pintura, na Grande Lisboa desde 2018.